segunda-feira, 31 de agosto de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Seleção para limpeza na política

Vida pregressa é uma coisa que pesa.

No trabalho, num concurso público, em uma entrevista de emprego... nosso passado pode nos ajudar ou até mesmo condenar.

A própria CLT permite demissão caso o trabalhador seja condenado por crime doloso. E a gente se submete.

E por que os políticos também não seguem essa regra?

Quando se candidatam eles devem ter uma vida sem condenação por crimes como homicídio, estupro, agressão e principalmente sem envolvimento por desvio de verbas ou mau uso do dinheiro público.

Hoje em dia essa regra não existe. Mas ela está no papel, pronta para ser posta em prática, com o abaixo assinado do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

A idéia é apresentar um projeto de lei de iniciativa popular que barre a candidatura de quem tem a ficha suja.

Atualmente o projeto tem um milhão de assinaturas, mas faltam 300 mil, que precisam ser coletadas até o dia 7 de setembro.

Mas isso é fácil. A lista está disponível no site do MCCE e pode ser impressa em qualquer computador. Aí é só preencher com o nome completo, título de eleitor e data de nascimento.

Isso pode ser feito, por exemplo, no trabalho. Pegue uma lista, passe entre os colegas. Ela também pode ser levada para casa, onde pai, mãe e irmãos também podem assinar.

Depois é só mandar pelos Correios ou entregar na Igreja Católica ou na OAB. Mas se estiver em Goiânia prefira a Igreja porque a OAB já deu sinais de pouco envolvimento com o assunto.

Com essas assinaturas é possível entregar às nossas “excelências” um projeto que vai, no mínimo, mostrar o potencial delas para representarem o povo, afinal a proposta é de iniciativa popular e tem respaldo de diversos setores da sociedade civil organizada.

Aí será a hora da verdade. E tomara que isso limpe o Congresso Nacional, os Governos e as Prefeituras.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sobre a qualidade da TV


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados lançou nesta semana o 16º Ranking da Baixaria na TV, que faz parte da campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania.

Na lista estão os piores programas da TV brasileira. Essa classificação é feita com base em denúncias que apontam práticas de sensacionalismo, apologia à violência e ao ódio, apelo sexual e exposição de pessoas ao ridículo.

Hoje os piores programas da TV com base em denúncias fundamentadas são:

1º lugar: Jogo Aberto - TV Bandeirantes - 88 denúncias
2º lugar: Pânico na TV - Rede TV - 69 denúncias
3º lugar: Super Pop - Rede TV - 33 denúncias
4º lugar: Na mira - TV Aratu/SBT (Salvador/BA) - 31 denúncias
5º lugar: Se liga Bocão - TV Itapoan/Record (Salvador/BA) - 22 denúncias

De acordo com a campanha, todos eles trazem conteúdo que é tema de uma lamentação quase generalizada na sociedade - a de que TV não presta.

Normalmente, nesta crítica, pelo menos alguns amigos meus já disseram que preferem desligar ao invés de reclamar. Até porque nem têm como fazer a queixa.

Mas esse fato não é verdade, já que como aprendi na faculdade de comunicação social/jornalismo, um veículo de mídia só é um meio de comunicação efetivamente dizendo se o "receptor" participa do ciclo mandando uma resposta ao "emissor", seja ele rádio, TV, jornal ou site.

Por esse motivo, se a programação não agrada ou é ruim, mande emails para a emissora. Essa é a primeira alternativa.

A segunda é fazer a denúncia no site Ética na TV. Nele, o telespectador pode apresentar a reclamação. Se tiver embasamento, ela é encaminhada ao Ministério Público Federal, que pode acionar as emissoras de acordo com a violação de princípios constitucionais.

Confesso que gostaria de ver alguns programas policiais daqui de Goiânia nesta lista, assim como algumas atrações evangélicas que "mostram" o capeta dominando as pessoas ou outros que mostram os serviços de casas de "strip-tease e algo mais" nas madrugadas.

Na lista da baixaria também deveria aparecer o nome dos "anunciantes".

Isso ajudaria o telespectador a saber quem financia esse tipo de projeto.

Afinal, emissoras de TV, bem como as de rádio, possuem uma concessão de serviço público e por essa razão elas devem ter responsabilidade social. E isso é algo vai além de caridade ou plantio de árvores.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Testando o City Bus

Depois de alguns meses eu andei no City Bus.

Foi no domingo. E de zero a dez eu dou 5,5.

A idéia era sair da rodoviária, de onde desembarquei vindo de Brasília, e descer na esquina da minha casa, no Setor Pedro Ludovico. Um deslocamento tranqüilo, apesar da Feira Hippie.

O tempo médio de espera, no domingo, é de 25 minutos, conforme o prometido pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo. E foi aí que começou o problema.

Fiquei pelo menos 40 minutos na avenida Goiás. Cansei de esperar e peguei a primeira linha que passou – a 911, que liga o Portal Shopping à Praça Cívica. E foi no Centro que desci.

Confuso com o mapa impreciso enviado pelo correio, saltei na praça e um orientador me informou que ali passava a linha 901. Aí mostrei o mapa, que não indicava essa informação. O fiscal então me passou outra linha.

Desconfiado, ignorei a informação e minutos depois perguntei a outro orientador. Mais preciso, ele me orientou a pegar a 909, que vai até o Residencial Eldorado, mas disse que eu deveria descer no primeiro ponto após a Praça Tamandaré.

Depois de mais de hora, pouco além do “tempo médio”, peguei a nova linha. Dentro do City Bus, o mapa me confundiu de novo. É que por ele a integração da 909 com a 901 é na praça Tamandaré. Mas o motorista da 909 me disse que a 901 não passa na praça.

Reorientado, desci no ponto da Assis Chateaubriand com a Portugal e esperei outros 20 minutos. Só aí eu consegui pegar a linha na qual eu deveria embarcar na porta da rodoviária.

Do ponto até minha casa o trajeto foi tranqüilo. Ônibus com ar condicionado, motorista educado e boa praça. Esses foram os pontos positivos. E saiu bem mais barato do que pegar um taxi.

Tudo bem que fui um tanto afobado e o apressado come cru. Mas quem pega um ônibus desse quer agilidade e preço em conta. Mesmo assim, apesar de ser ônibus, a orientação prejudicou o deslocamento.

E o mapa também foi ruim, já que é pouco preciso.

O serviço pode ficar bem melhor, especialmente na rodoviária e no aeroporto.

Mas para isso é preciso explicar melhor o trajeto e os pontos da linha.

Acho que isso explica o meu 5,5.

sábado, 15 de agosto de 2009

Um elefante numa sala de cristais

Pelo menos foi essa a impressão que o presidente Lula deixou aos seus "aliados".

O PMDB não gostou dos elogios ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que deram uma clara impressão de que o Planalto prefere ver o ex-tucano no Governo Estadual a ver o prefeito de Goiânia, o peemebista Iris Rezende.

Ate mesmo dentro do PT teve gente insatisfeita. Tudo por causa do mesmo Henrique Meirelles, que levou Lula a deixar o deputado federal Rubens Otoni de lado em Anápolis para citar Pedro Wilson, ex-prefeito de Goiânia e também deputado federal. Detalhe: Rubens Otoni é de Anápolis e é um dos principais articuladores de Lula em Goiás.

Essas passadas na sala de cristal fizeram com que PT iniciasse uma operação-calmante, tanto entre os companheiros petistas quanto entre os peemedebistas.

Quem ficou com aquele sorriso arteiro foi o PP, que se sentiu fortalecido, uma vez que se fala na preferência de Henrique Meirelles pelo partido.

O problema é que os pepistas são aliados do PSDB em Goiás. E os tucanos prometem aumentar o tom da oposição ao governo Lula depois da aproximação entre o presidente e o ex-aliado Alcides Rodrigues, que já foi vice-governador de Marconi Perillo, cuja pretensão é se candidatar ao Palácio das Esmeraldas para evitar uma vitória de Iris Rezende, peemedebista de uma provável eixo que inclui o PT e o PP.

Isso lembra a coluna Ligações Perigosas, da saudosa revista Bundas.

Vadiagem malemolente

O título deste post é inspirado no Jacaré Banguela, um blog dos bons que circulam pela rede.

Nele há um post em série, cujo título é vadiagem malemolente, que apresenta fotos de pessoas flagradas em plena tranquilidade e uma lista de links úteis para quem não tem mais nada de importante para fazer.

Algo bem parecido com o "ponto facultativo" do Estado e da Prefeitura, durante a visita do presidente Lula, que me lembrou um pouco dessa vadiagem malemolente.

É que até as escolas municipais acabaram por liberar alunos, professores e servidores para irem ver o companheiro, conforme apontou a matéria de Érika Lettry e Ricardo César, do Jornal O Popular, com foto do fotógrafo Ricardo Rafael. (clique aqui se for assinante do jornal)


No trabalho, os jornalistas mostram como teria sido feita a "chamada" na Praça Cívica e a estrutura de ônibus que estava a disposição nas escolas e até em cidades do interior.

O pior é a Secretaria Municipal de Educação tentar explicar que a carga horária dos alunos está em dia e que essas liberações são "facultativas".

Além de vadiagem malemolente, esse também pode ser um estudo de caso de teorias da comunicação, conforme as premissas de Paul Lazarsfeld, Harold Lasswell, Melvin DeFleur, Walter Lipmann e até da Escola de Frankfurt.

sábado, 8 de agosto de 2009

Andanças da Câmara

É intrigante a licitação para compra de carros feita Câmara Municipal de Goiânia.

Na última sexta-feira, dia 7, a Casa iniciou um pregão para comprar 43 veículos, sendo que 38 deles são "carros populares". Esses veículos são da cor prata, com ar condicionado, direção hidráulica, travas elétricas e som com CD e rádio. Está na página 25 do edital.

Até aí não há grandes coisas, já que é preciso fazer esse patrimônio se renovar, afinal trata-se de carro e a redução do IPI vai começar a acabar.

O problema é a "ilustração" da compra.

Segundo a matéria no site da Câmara, os veículos na casa rodam, "em média", 100 quilômetros por dia. é o mesmo que ir e voltar para Bela Vista de Goiás diariamente. Pelo menos é o que está escrito na foto abaixo (clique para ampliar).



Se fizermos a conta com base no álcool, esse carro gastaria R$ 20,43. Isso porque um carro popular flex consome "em média" sete quilômetros por litro e os postos vendem o litro do combustível "em média" a R$ 1.43.

Sendo assim, em um mês (de 30 dias, vale lembrar) cada carro gasta R$ 612,86 "apenas" com álcool.

Sendo assim, Goiânia deve ter crescido muito para que os 38 carros usados pelos vereadores rodem "uma média" de cem quilômetros diários.

E ainda tem um outro detalhe. O edital prevê a compra de mais duas peruas (station wagon, tipo Pálio Weekend, Space Fox e etc) e mais dois veículos de representação, popularmente conhecidos como carro de luxo.

Após tudo isso fica uma pergunta: não é município que precisa economizar? Ou a crise já passou?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Outros detalhes sobre aviões no Estado


O deputado estadual José Nelto (PMDB) disse que não quer politizar as denúncias em torno do avião do Estado de Goiás.

Mas depois, na mesma entrevista em que falou sobre o assunto, ele disse que há "parlamentar" ou "laranja" que teve um King Air, avião similar ao do Estado, incendiado em uma pista não reconhecida pela Anac. E que conseguiu receber seguro, ainda que o pagamento só pudesse ser liberado se o acidente tivesse ocorrido em uma pista reconhecida pela agência.

Ora, se isso não é uma forma de politizar o uso de aviões, então eu não sei mais o que são as tentativas de subestimar a inteligência alheia.

Afinal, se o fato ocorreu e o deputado tem evidências, ele deve levá-las à Policia e não a um programa de rádio, já que se trata de um crime de fraude.

Seria uma forma de manter a coerência, já que se o deputado José Nelto foi ao Ministério Público para denunciar o uso irregular do avião do Estado, ele também deve ajudar a polícia a saber se há gente fraudando seguradoras e também usando pistas de voo que podem estar irregulares, uma vez que o tal caso teria ocorrido em uma que não é homologada pela Anac.

Sarney e as mãos

Quem assistiu ao Jornal da Globo de quinta viu uma seqüência de matérias sobre o caso José Sarney.

E na matéria um detalhe pode ter passado despercebido: as mãos do presidente do Senado.

Elas tremiam.

E ele se defendia. E tentava argumentar o improvável.

Menino, quando é descoberto fazendo arte, treme.

Será que isso é o que se passa com o senador, mas numa proporção um tanto maior?

Foto: Pablo Valadares / AE

Acho que voltei

Acho que agora voltei. Depois de pouco mais de dois meses de silêncio e observação.

Vai ver eu me contagiei com a animação do dirigente do Barça na foto abaixo.