terça-feira, 28 de abril de 2009

Enroladinha

Na semana passada o jornal O Popular fez uma matéria sobre a sinalização de trânsito de Goiânia, que é péssima por sinal. (Juro que o trocadilho não intencional. Talvez um piada do meu inconsciente).

Depois dos relatos da repórter Malu Longo, com fotos de Sebastião Nogueira, a Agência Municipal de Trânsito (AMT) resolveu agir e refez algumas faixas de pedestre. Uma delas é a que está abaixo. Ela fica na porta da Organização Jaime Câmara.


Gesto interessante o da AMT. De certo foi para “mostrar serviço”. O problema é que as faixas abaixo não foram “privilegiadas”.



Detalhe: essas faixas sem tinta ficam na mesma quadra da que recebeu reforço, ou seja, também na mesma área da Organização Jaime Câmara.

Conclusão: o gesto da AMT é um recorte de como a gestão pública cuida do trânsito de Goiânia.

E essa não é o primeiro problema do tipo. Há alguns meses a AMT (que na época era Superintendência, ou seja, SMT) colocava uma dupla de jovens para auxiliar a travessia de pedestres na mesma faixa em frente à Jaime Câmara.

A impressão que fica é de que o trabalho era para “mostrar serviço”, já que em pontos cruciais de passagem de pedestres não havia ninguém para dar uma forcinha e ajudar na educação dos motoristas.

Detalhe sórdido: A AMT reconhece que a tinta é ruim.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Uma pergunta para o City Bus

Um cidadão tem um carro flex que faz em média, dentro da cidade, sete quilômetros por litro com álcool e dez com gasolina dentro da cidade.

Suponhamos que entre trabalho, lazer e diversidades (supermercado, padaria e etc), esse cidadão ande em torno de 30 quilômetros todo dia.

É uma média boa.

Com álcool o carro do sujeito gasta 4,30 litros de combustível, o que dá em torno de R$ 6,90 para andar. Se usar gasolina, o consumo será de três litros, com um custo de R$ 7,75.

Em linhas gerais, o cidadão pode gastar R$ 6,90 com álcool e R$ 7,75 com gasolina para ir e voltar do trabalho, ir ao mercado, ao cinema com a esposa. Enfim, para várias opções.

Já com o City Bus, que foi criado para estimular o cidadão a deixar o carro em casa, o custo é de R$ 9,00, já que sempre serão necessários dois bilhetes, cada um a R$ 4,50.

Tá que o micro-ônibus tem ar-condicionado, TV, internet e até tomada para carregar o celular, sem falar que não precisa de vaga de estacionamento.

Mas será que a R$ 4,50 o cidadão vai mesmo querer deixar o carro, que lhe dá autonomia de horário e de trajeto, em casa?

Seu Rufino e o City Bus

Seu Rufino é o motorista da CBN.

Ele é responsável por levar os repórteres para cima e para baixo.

E nesses caminhos ele sempre nos brinda com algumas sacadas de sua sabedoria, que é uma das mais admiráveis que já tive a oportunidade de conhecer.

A última dele, no entanto, chegou até mim pela Maria Cristina. Foi sobre o City Bus.

Diz o seu Rufino que a nova "opção" do transporte coletivo da capital é como se fosse o "filhotinho" dos ônibus grandes.

E numa dessas andanças, ele observou um micro-ônibus entre dois grandes e disse:

- Lá vai o filhotinho junto com os pais. Mas do jeito que anda, esse vai morrer de barriga vazia.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Próximo desce!

Não deu (quase) ninguém no City Bus, o novo serviço de transporte coletivo de Goiânia.

Na verdade ele é seletivo, condição reforçada pela tarifa de R$ 4,50.

E é seletivo mesmo, porque esse preço faz com que o usuário queira tomá-lo apenas para usar como lan house, já que dentro dos micro-ônibus há internet sem fio.

Aliás, a "seleção" é tanta que o City Bus só pode ser lan-house para quem tem notebook.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vício

Desde julho de 2008, quando eu iniciei este blog, eu nunca havia mencionado uma linha sequer sobre um vício que eu tenho - as camisas de futebol.

Tema recorrente nas minhas conversas e saídas com a Raquel (namorada que vai pro céu tamanha paciência com as repetidas entradas em lojas para alimentar o vício, nem que seja só para ver), as camisas ganharam um destaque nessa semana.

Tenho usado uma por dia, com algumas repetições, afinal, de toda coleção tem uma ou outra que gosto mais. Mas uma em questão tem um destaque especial - a camisa do Peñarol, do Uruguai.



Essa eu comprei em Rivera, na cidade que faz fronteira com Santana do Livramento, no RS, terra de meu pai.

Na verdade ela foi um presente de minha vó, Maruca, que me dera 50 reais de presente. Na época eu estava me aproximando cada vez mais do futebol.

E foi nessa circunstância que surgiu o vício, já que decidi que dali pra frente, sempre que possível, eu iria comprar uma camisa de time (oficial, de preferência) para guardar de lembrança daquele lugar. No caso em questão, a recordação era de Rivera.

Tempos depois a coleção fugiu do propósito. Prova disso é que nunca estive na Nigéria, Suécia ou Croácia. Mas tenho um exemplar de casa país. Apesar disso, o propósito foi resgatado com as camisas do Internacional e do Independiente (Argentina), que convivem com exemplares da França e Turquia, países que eu vou conhecer um dia.

Mas esses casos são assuntos para outros posts. Um sobre a manutenção do propósito. E outro sobre o propósito que virou vício em futebol.

A Raquel que o diga.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Olho

É preciso observar mais e melhor o que (e quem) nos cerca.

Foto: Into The Wild website

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Que o Supremo... (2)

Ficou para outra hora.

Por enquanto o STF ainda não explicou porque o julgamento da obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista foi adiado.

Mais uma vez o Supremo deixa para depois.

Que o Supremo Tribunal Federal não leve a sério a fama da data de hoje

A velha "jogada" do Itumbiara


Tá no Blog do Juca e vale a pena reforçar.

Times de prefeituras...

No ano passado, surpreendentemente, o Itumbiara foi campeão goiano.

Leia abaixo e entenda como, porque, em regra, times de prefeituras são assim.

Basta investigar.

Quando era deputado federal, prefeito usou verba de gabinete para pagar jogadores de futebol. A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou Zé Gomes, prefeito de Itumbiara (GO), por desvio de dinheiro público.

José Gomes da Rocha teria usado verba de seu gabinete enquanto exercia o mandato de deputado federal pelo estado de Goiás para pagar jogadores de futebol do Itumbiara Esporte Clube, o qual presidia na época. O esquema consistia em contratar os jogadores ou as esposas deles, como assessores parlamentares a serviço do gabinete de Zé Gomes enquanto estes prestavam serviços ao clube de futebol presidido por ele. Documentos da diretoria geral da Câmara dos Deputados informam os nomes dos servidores que foram nomeados para cargos de comissão e assessoramento no gabinete e seus respectivos cônjuges.

A partir dos documentos pode-se perceber a repetição de nomes de jogadores do clube.
Outro fato que chamou atenção nos registros de funcionários da Câmara foi o endereço dos nomeados para trabalhar no gabinete do então deputado.

Todos os dez servidores residiam no mesmo endereço: um apartamento funcional destinado a deputados.O atual prefeito de Itumbiara já foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por improbidade administrativa, porém não perdeu o mandato de deputado na época e continuou com o direito de se candidatar novamente. O Ministério Público Federal pede a condenação penal de Zé Gomes, uma vez que, por serem instâncias independentes, a aplicação da Lei de Improbidade não prejudica o andamento do processo penal.A denúncia aguarda agora a apreciação do TRF-1.

Se aceita o prefeito poderá ser condenado por peculato com pena de dois a doze anos de reclusão. Assessoria de ComunicaçãoProcuradoria Regional da República da 1ª Região.

FONTE: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/prr-1-denuncia-atual-prefeito-de-itumbiara-por-desvio-de-verba-publica

Leia aqui o que conta sobre o prefeito o experiente jornalista gaúcho Lúcio Vaz, em seu livro "A Ética da Malandragem", da Geração Editorial, de 2005, em entrevista a Guillermo Rivera:

"Eu descobri que o deputado José Gomes da Rocha (atual prefeito do município goiano de Itumbiara) tinha usado a verba de gabinete para contratar sete jogadores de futebol para o Itumbiara Esporte Clube, que disputava a primeira divisão estadual.

Eu fiz a matéria, e ele foi suspenso por um mês por conta desta denúncia.

Só que, passada a suspensão, eu o encontrei no cafezinho da Câmara.

Achei que ele estava agindo de um jeito estranho ao me ver.

O deputado veio em minha direção, levantou a mão, parecendo que iria me agredir, mas, de repente, abaixou a mão para me cumprimentar. 'Muito obrigado, você garantiu a minha reeleição', disse.

Então ele explicou que as enquetes feitas nas rádios locais indicavam que 90% da população de Itumbiara aprovava o que ele havia feito.

E ele realmente foi reeleito, com 20 mil votos a mais do que na eleição anterior (José Gomes teve 35 mil votos em 1994, pelo PRN, e 55 mil votos pelo PSDB, em 1998).

Será que isso é tão normal assim?

Pelo menos parece. Mas há esperança, já que o Mineiros, que disputa o Goiano deste ano, está com dificuldades porque a Câmara Municipal vetou o "investimento" da prefeitura.


Mais detalhes sobre isso em outro post.