Jorge Torres Azevedo é viúvo de Rejane Lapolli Azevedo. Ela foi a primeira vítima do Celobar em Goiânia.
Na última sexta-feira, ele me deu uma entevista para saber avaliar a condenação dos responsáveis pelo Enila, laboratório fabricante do contraste.
A conversa durou pouco mais de uma hora. A pauta, para a CBN Goiânia, era simples. Mas queria que ele falasse. Minha pretensão era de tentar algo um pouco diferente do que os colegas de TV e impresso já haviam feito.
Lá pelas tantas, depois da entrevista descontraída, foi a vez da luz vermelha do gravador, para começarmos a registrar a sonora para a matéria de rádio.
Depois de algumas acusações de corrupção, ele citou que achava a indenização viável, já que o Enila, segundo Jorge, teria sido adquirido pelo Glaxo Smithkline.
Ele argumentou que havia documentos com logomarcas dos dois laboratórios e que alguns acertos trabalhistas do Enila, de maio de 2003, foram pagos pelo Glaxo.
Confesso ter colocado pouca fé na matéria. A declaração polêmica de Jorge poderia cair em descrédito. Mas fiquei supreso hoje.
A CBN Rio fez uma matéria, do repórter Elson Liper, que informava sobre a possibilidade do Enila ser usado como uma subsidiária do Glaxo. A Justiça do Rio fez uma audiência pública para ouvir as partes para apurar o caso.
Cautelosa, a vara empresarial do Rio afirmou que é cedo para se concluir que houve uma associação entre os dois laboratórios.
O fato é que a matéria rendeu. E pode dar uma esperança a Jorge e aos outros familiares das vítimas do Celobar.
Boa notícia em meio a tantas ruins.
Foto: Wagnas Cabral / Jornal O Popular

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