quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Esperança no Caso Celobar

Jorge Torres Azevedo é viúvo de Rejane Lapolli Azevedo. Ela foi a primeira vítima do Celobar em Goiânia.

Na última sexta-feira, ele me deu uma entevista para saber avaliar a condenação dos responsáveis pelo Enila, laboratório fabricante do contraste.
A conversa durou pouco mais de uma hora. A pauta, para a CBN Goiânia, era simples. Mas queria que ele falasse. Minha pretensão era de tentar algo um pouco diferente do que os colegas de TV e impresso já haviam feito.

Lá pelas tantas, depois da entrevista descontraída, foi a vez da luz vermelha do gravador, para começarmos a registrar a sonora para a matéria de rádio.

Depois de algumas acusações de corrupção, ele citou que achava a indenização viável, já que o Enila, segundo Jorge, teria sido adquirido pelo Glaxo Smithkline.

Ele argumentou que havia documentos com logomarcas dos dois laboratórios e que alguns acertos trabalhistas do Enila, de maio de 2003, foram pagos pelo Glaxo.

Confesso ter colocado pouca fé na matéria. A declaração polêmica de Jorge poderia cair em descrédito. Mas fiquei supreso hoje.

A CBN Rio fez uma matéria, do repórter Elson Liper, que informava sobre a possibilidade do Enila ser usado como uma subsidiária do Glaxo. A Justiça do Rio fez uma audiência pública para ouvir as partes para apurar o caso.

Cautelosa, a vara empresarial do Rio afirmou que é cedo para se concluir que houve uma associação entre os dois laboratórios.

O fato é que a matéria rendeu. E pode dar uma esperança a Jorge e aos outros familiares das vítimas do Celobar.

Boa notícia em meio a tantas ruins.
Foto: Wagnas Cabral / Jornal O Popular

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