segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Planejamento legal


A Operação Legalidade teve alguns vícios, é verdade. Espetáculo da PM, sirenes e revistas foram constantes nos últimos dias e muita gente chiou no começo.

Mas com o passar dos trabalhos, a ação dos policiais agradou. Passou uma sensação de atuação do Estado. Entretanto, outros significados (maiores) vieram.

O primeiro deles foi um duro golpe na prefeitura, que precisou do trabalho policial para constatar que de 1200 estabelecimentos, 600 estavam irregulares e foram"fechados". Apesar de não ter competência para interditar um comércio com pendências, a PM acabou mostrando que há problemas no comércio de Goiânia e que eles são mais sérios do que a mera arrecadação de impostos. Afinal, é fato que as ações localizaram crimes como tráfico de drogas e porte irregular de arma por menores.

Outra situação da Operação Legalidade criou foi a do embaraço político. Primeiro com a secretária de desenvolvimento econômico, Neyde Aparecida. Nem bem inteirou um mês na pasta e ela já se viu tendo que explicar problemas que ela nem conhecia, o que demonstrou que o desenvolvimento econômico municipal é tratado com mais política do que deve, sem ações que se preocupem com um desenvolvimento sustentável, sem operações legalidade permanentes.

Com isso, a prefeitura acabou ganhando uma lição do Estado, que mesmo assim não está isento, já que pecou pela pressa, a mesma que não viu a gafe ao deixar de chamar o município e que também apresentou dois acusados de latrocínio sem checar detalhes óbvios, como relato de testemunhas e evidências de um assalto/crime passional..

No final, o que se espera é que uma grande lição tenha sido aprendida. A de que o poder público deve fazer política para a sociedade, ou seja, planejar metas e ações de governo em benefício da população e não atuar como o Príncipe, que vive maquiavélicamente a justificar seus meios para nobres fins.

Em resumo, planejamento e inteligência faltaram ao poder público.

Foto: Assessoria de Comunicação / SSP-GO

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