terça-feira, 6 de outubro de 2009

Música boa e tranquila


Unthought Known - Backspacer

Artist: Pearl Jam
Composer: Pearl Jam


All the thoughts,... You never see,... You’re always thinking,...
Brain is wired,... Brain is deep,... Oh are you sinking?,...

Feel the path of every day,... Which road you taking?,...
Breathing hard,... & Making hay,... Yeh this is living,...

Look for love & evidence,... That you’re worth keeping,...
Swallowed whole in negatives,... It's so sad & sickening,...

Feel the air up above,... A pool of blue sky,...
Fill the air up with love,... Black w/starlight,...

Feel the sky blanket you,... w/gems & rhinestones,...
See the path cut by the moon,... For you to walk on,...
For you to walk on,...

Nothing left,... Nothing left,...
Nothing there,... Nothing left,...

See the path cut by the moon,... For you to walk on,...
See the waves on distant shores,... Awaiting your arrival,...

Dream the dreams of other men,... You’ll be no ones rival,...
Dream the dreams of others then,... You will be no ones rival,...
You will be no ones rival,...

A distant time,... A distant space,... That’s where we’re living —..
A distant time,... A distant place,... So what you giving?,...
What you giving?

domingo, 27 de setembro de 2009

Dúvida

No final das minhas férias, uma matéria sobre a Micarê Goiânia, feita pelas repórteres Carla Oliveira e Marília Assunção informou que um médico e seu amigo foram espancados e assaltados na saída da "folia".

O detalhe é que o médico pediu à Marília Assunção "para não ser identificado porque atende em um posto público de saúde. Ele diz que foi atacado na rua por dez rapazes".

O fato é lamentável, mas fiquei intrigado.

Por acaso o médico pediu para não ser identificado porque deveria estar no posto de saúde?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Seleção para limpeza na política

Vida pregressa é uma coisa que pesa.

No trabalho, num concurso público, em uma entrevista de emprego... nosso passado pode nos ajudar ou até mesmo condenar.

A própria CLT permite demissão caso o trabalhador seja condenado por crime doloso. E a gente se submete.

E por que os políticos também não seguem essa regra?

Quando se candidatam eles devem ter uma vida sem condenação por crimes como homicídio, estupro, agressão e principalmente sem envolvimento por desvio de verbas ou mau uso do dinheiro público.

Hoje em dia essa regra não existe. Mas ela está no papel, pronta para ser posta em prática, com o abaixo assinado do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

A idéia é apresentar um projeto de lei de iniciativa popular que barre a candidatura de quem tem a ficha suja.

Atualmente o projeto tem um milhão de assinaturas, mas faltam 300 mil, que precisam ser coletadas até o dia 7 de setembro.

Mas isso é fácil. A lista está disponível no site do MCCE e pode ser impressa em qualquer computador. Aí é só preencher com o nome completo, título de eleitor e data de nascimento.

Isso pode ser feito, por exemplo, no trabalho. Pegue uma lista, passe entre os colegas. Ela também pode ser levada para casa, onde pai, mãe e irmãos também podem assinar.

Depois é só mandar pelos Correios ou entregar na Igreja Católica ou na OAB. Mas se estiver em Goiânia prefira a Igreja porque a OAB já deu sinais de pouco envolvimento com o assunto.

Com essas assinaturas é possível entregar às nossas “excelências” um projeto que vai, no mínimo, mostrar o potencial delas para representarem o povo, afinal a proposta é de iniciativa popular e tem respaldo de diversos setores da sociedade civil organizada.

Aí será a hora da verdade. E tomara que isso limpe o Congresso Nacional, os Governos e as Prefeituras.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sobre a qualidade da TV


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados lançou nesta semana o 16º Ranking da Baixaria na TV, que faz parte da campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania.

Na lista estão os piores programas da TV brasileira. Essa classificação é feita com base em denúncias que apontam práticas de sensacionalismo, apologia à violência e ao ódio, apelo sexual e exposição de pessoas ao ridículo.

Hoje os piores programas da TV com base em denúncias fundamentadas são:

1º lugar: Jogo Aberto - TV Bandeirantes - 88 denúncias
2º lugar: Pânico na TV - Rede TV - 69 denúncias
3º lugar: Super Pop - Rede TV - 33 denúncias
4º lugar: Na mira - TV Aratu/SBT (Salvador/BA) - 31 denúncias
5º lugar: Se liga Bocão - TV Itapoan/Record (Salvador/BA) - 22 denúncias

De acordo com a campanha, todos eles trazem conteúdo que é tema de uma lamentação quase generalizada na sociedade - a de que TV não presta.

Normalmente, nesta crítica, pelo menos alguns amigos meus já disseram que preferem desligar ao invés de reclamar. Até porque nem têm como fazer a queixa.

Mas esse fato não é verdade, já que como aprendi na faculdade de comunicação social/jornalismo, um veículo de mídia só é um meio de comunicação efetivamente dizendo se o "receptor" participa do ciclo mandando uma resposta ao "emissor", seja ele rádio, TV, jornal ou site.

Por esse motivo, se a programação não agrada ou é ruim, mande emails para a emissora. Essa é a primeira alternativa.

A segunda é fazer a denúncia no site Ética na TV. Nele, o telespectador pode apresentar a reclamação. Se tiver embasamento, ela é encaminhada ao Ministério Público Federal, que pode acionar as emissoras de acordo com a violação de princípios constitucionais.

Confesso que gostaria de ver alguns programas policiais daqui de Goiânia nesta lista, assim como algumas atrações evangélicas que "mostram" o capeta dominando as pessoas ou outros que mostram os serviços de casas de "strip-tease e algo mais" nas madrugadas.

Na lista da baixaria também deveria aparecer o nome dos "anunciantes".

Isso ajudaria o telespectador a saber quem financia esse tipo de projeto.

Afinal, emissoras de TV, bem como as de rádio, possuem uma concessão de serviço público e por essa razão elas devem ter responsabilidade social. E isso é algo vai além de caridade ou plantio de árvores.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Testando o City Bus

Depois de alguns meses eu andei no City Bus.

Foi no domingo. E de zero a dez eu dou 5,5.

A idéia era sair da rodoviária, de onde desembarquei vindo de Brasília, e descer na esquina da minha casa, no Setor Pedro Ludovico. Um deslocamento tranqüilo, apesar da Feira Hippie.

O tempo médio de espera, no domingo, é de 25 minutos, conforme o prometido pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo. E foi aí que começou o problema.

Fiquei pelo menos 40 minutos na avenida Goiás. Cansei de esperar e peguei a primeira linha que passou – a 911, que liga o Portal Shopping à Praça Cívica. E foi no Centro que desci.

Confuso com o mapa impreciso enviado pelo correio, saltei na praça e um orientador me informou que ali passava a linha 901. Aí mostrei o mapa, que não indicava essa informação. O fiscal então me passou outra linha.

Desconfiado, ignorei a informação e minutos depois perguntei a outro orientador. Mais preciso, ele me orientou a pegar a 909, que vai até o Residencial Eldorado, mas disse que eu deveria descer no primeiro ponto após a Praça Tamandaré.

Depois de mais de hora, pouco além do “tempo médio”, peguei a nova linha. Dentro do City Bus, o mapa me confundiu de novo. É que por ele a integração da 909 com a 901 é na praça Tamandaré. Mas o motorista da 909 me disse que a 901 não passa na praça.

Reorientado, desci no ponto da Assis Chateaubriand com a Portugal e esperei outros 20 minutos. Só aí eu consegui pegar a linha na qual eu deveria embarcar na porta da rodoviária.

Do ponto até minha casa o trajeto foi tranqüilo. Ônibus com ar condicionado, motorista educado e boa praça. Esses foram os pontos positivos. E saiu bem mais barato do que pegar um taxi.

Tudo bem que fui um tanto afobado e o apressado come cru. Mas quem pega um ônibus desse quer agilidade e preço em conta. Mesmo assim, apesar de ser ônibus, a orientação prejudicou o deslocamento.

E o mapa também foi ruim, já que é pouco preciso.

O serviço pode ficar bem melhor, especialmente na rodoviária e no aeroporto.

Mas para isso é preciso explicar melhor o trajeto e os pontos da linha.

Acho que isso explica o meu 5,5.

sábado, 15 de agosto de 2009

Um elefante numa sala de cristais

Pelo menos foi essa a impressão que o presidente Lula deixou aos seus "aliados".

O PMDB não gostou dos elogios ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que deram uma clara impressão de que o Planalto prefere ver o ex-tucano no Governo Estadual a ver o prefeito de Goiânia, o peemebista Iris Rezende.

Ate mesmo dentro do PT teve gente insatisfeita. Tudo por causa do mesmo Henrique Meirelles, que levou Lula a deixar o deputado federal Rubens Otoni de lado em Anápolis para citar Pedro Wilson, ex-prefeito de Goiânia e também deputado federal. Detalhe: Rubens Otoni é de Anápolis e é um dos principais articuladores de Lula em Goiás.

Essas passadas na sala de cristal fizeram com que PT iniciasse uma operação-calmante, tanto entre os companheiros petistas quanto entre os peemedebistas.

Quem ficou com aquele sorriso arteiro foi o PP, que se sentiu fortalecido, uma vez que se fala na preferência de Henrique Meirelles pelo partido.

O problema é que os pepistas são aliados do PSDB em Goiás. E os tucanos prometem aumentar o tom da oposição ao governo Lula depois da aproximação entre o presidente e o ex-aliado Alcides Rodrigues, que já foi vice-governador de Marconi Perillo, cuja pretensão é se candidatar ao Palácio das Esmeraldas para evitar uma vitória de Iris Rezende, peemedebista de uma provável eixo que inclui o PT e o PP.

Isso lembra a coluna Ligações Perigosas, da saudosa revista Bundas.

Vadiagem malemolente

O título deste post é inspirado no Jacaré Banguela, um blog dos bons que circulam pela rede.

Nele há um post em série, cujo título é vadiagem malemolente, que apresenta fotos de pessoas flagradas em plena tranquilidade e uma lista de links úteis para quem não tem mais nada de importante para fazer.

Algo bem parecido com o "ponto facultativo" do Estado e da Prefeitura, durante a visita do presidente Lula, que me lembrou um pouco dessa vadiagem malemolente.

É que até as escolas municipais acabaram por liberar alunos, professores e servidores para irem ver o companheiro, conforme apontou a matéria de Érika Lettry e Ricardo César, do Jornal O Popular, com foto do fotógrafo Ricardo Rafael. (clique aqui se for assinante do jornal)


No trabalho, os jornalistas mostram como teria sido feita a "chamada" na Praça Cívica e a estrutura de ônibus que estava a disposição nas escolas e até em cidades do interior.

O pior é a Secretaria Municipal de Educação tentar explicar que a carga horária dos alunos está em dia e que essas liberações são "facultativas".

Além de vadiagem malemolente, esse também pode ser um estudo de caso de teorias da comunicação, conforme as premissas de Paul Lazarsfeld, Harold Lasswell, Melvin DeFleur, Walter Lipmann e até da Escola de Frankfurt.

sábado, 8 de agosto de 2009

Andanças da Câmara

É intrigante a licitação para compra de carros feita Câmara Municipal de Goiânia.

Na última sexta-feira, dia 7, a Casa iniciou um pregão para comprar 43 veículos, sendo que 38 deles são "carros populares". Esses veículos são da cor prata, com ar condicionado, direção hidráulica, travas elétricas e som com CD e rádio. Está na página 25 do edital.

Até aí não há grandes coisas, já que é preciso fazer esse patrimônio se renovar, afinal trata-se de carro e a redução do IPI vai começar a acabar.

O problema é a "ilustração" da compra.

Segundo a matéria no site da Câmara, os veículos na casa rodam, "em média", 100 quilômetros por dia. é o mesmo que ir e voltar para Bela Vista de Goiás diariamente. Pelo menos é o que está escrito na foto abaixo (clique para ampliar).



Se fizermos a conta com base no álcool, esse carro gastaria R$ 20,43. Isso porque um carro popular flex consome "em média" sete quilômetros por litro e os postos vendem o litro do combustível "em média" a R$ 1.43.

Sendo assim, em um mês (de 30 dias, vale lembrar) cada carro gasta R$ 612,86 "apenas" com álcool.

Sendo assim, Goiânia deve ter crescido muito para que os 38 carros usados pelos vereadores rodem "uma média" de cem quilômetros diários.

E ainda tem um outro detalhe. O edital prevê a compra de mais duas peruas (station wagon, tipo Pálio Weekend, Space Fox e etc) e mais dois veículos de representação, popularmente conhecidos como carro de luxo.

Após tudo isso fica uma pergunta: não é município que precisa economizar? Ou a crise já passou?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Outros detalhes sobre aviões no Estado


O deputado estadual José Nelto (PMDB) disse que não quer politizar as denúncias em torno do avião do Estado de Goiás.

Mas depois, na mesma entrevista em que falou sobre o assunto, ele disse que há "parlamentar" ou "laranja" que teve um King Air, avião similar ao do Estado, incendiado em uma pista não reconhecida pela Anac. E que conseguiu receber seguro, ainda que o pagamento só pudesse ser liberado se o acidente tivesse ocorrido em uma pista reconhecida pela agência.

Ora, se isso não é uma forma de politizar o uso de aviões, então eu não sei mais o que são as tentativas de subestimar a inteligência alheia.

Afinal, se o fato ocorreu e o deputado tem evidências, ele deve levá-las à Policia e não a um programa de rádio, já que se trata de um crime de fraude.

Seria uma forma de manter a coerência, já que se o deputado José Nelto foi ao Ministério Público para denunciar o uso irregular do avião do Estado, ele também deve ajudar a polícia a saber se há gente fraudando seguradoras e também usando pistas de voo que podem estar irregulares, uma vez que o tal caso teria ocorrido em uma que não é homologada pela Anac.

Sarney e as mãos

Quem assistiu ao Jornal da Globo de quinta viu uma seqüência de matérias sobre o caso José Sarney.

E na matéria um detalhe pode ter passado despercebido: as mãos do presidente do Senado.

Elas tremiam.

E ele se defendia. E tentava argumentar o improvável.

Menino, quando é descoberto fazendo arte, treme.

Será que isso é o que se passa com o senador, mas numa proporção um tanto maior?

Foto: Pablo Valadares / AE

Acho que voltei

Acho que agora voltei. Depois de pouco mais de dois meses de silêncio e observação.

Vai ver eu me contagiei com a animação do dirigente do Barça na foto abaixo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Legenda canalha


O editor do Globoesporte.com bem que quis transmitir um pouco mais de entusiasmo ao Barcelona, mas...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Enroladinha

Na semana passada o jornal O Popular fez uma matéria sobre a sinalização de trânsito de Goiânia, que é péssima por sinal. (Juro que o trocadilho não intencional. Talvez um piada do meu inconsciente).

Depois dos relatos da repórter Malu Longo, com fotos de Sebastião Nogueira, a Agência Municipal de Trânsito (AMT) resolveu agir e refez algumas faixas de pedestre. Uma delas é a que está abaixo. Ela fica na porta da Organização Jaime Câmara.


Gesto interessante o da AMT. De certo foi para “mostrar serviço”. O problema é que as faixas abaixo não foram “privilegiadas”.



Detalhe: essas faixas sem tinta ficam na mesma quadra da que recebeu reforço, ou seja, também na mesma área da Organização Jaime Câmara.

Conclusão: o gesto da AMT é um recorte de como a gestão pública cuida do trânsito de Goiânia.

E essa não é o primeiro problema do tipo. Há alguns meses a AMT (que na época era Superintendência, ou seja, SMT) colocava uma dupla de jovens para auxiliar a travessia de pedestres na mesma faixa em frente à Jaime Câmara.

A impressão que fica é de que o trabalho era para “mostrar serviço”, já que em pontos cruciais de passagem de pedestres não havia ninguém para dar uma forcinha e ajudar na educação dos motoristas.

Detalhe sórdido: A AMT reconhece que a tinta é ruim.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Uma pergunta para o City Bus

Um cidadão tem um carro flex que faz em média, dentro da cidade, sete quilômetros por litro com álcool e dez com gasolina dentro da cidade.

Suponhamos que entre trabalho, lazer e diversidades (supermercado, padaria e etc), esse cidadão ande em torno de 30 quilômetros todo dia.

É uma média boa.

Com álcool o carro do sujeito gasta 4,30 litros de combustível, o que dá em torno de R$ 6,90 para andar. Se usar gasolina, o consumo será de três litros, com um custo de R$ 7,75.

Em linhas gerais, o cidadão pode gastar R$ 6,90 com álcool e R$ 7,75 com gasolina para ir e voltar do trabalho, ir ao mercado, ao cinema com a esposa. Enfim, para várias opções.

Já com o City Bus, que foi criado para estimular o cidadão a deixar o carro em casa, o custo é de R$ 9,00, já que sempre serão necessários dois bilhetes, cada um a R$ 4,50.

Tá que o micro-ônibus tem ar-condicionado, TV, internet e até tomada para carregar o celular, sem falar que não precisa de vaga de estacionamento.

Mas será que a R$ 4,50 o cidadão vai mesmo querer deixar o carro, que lhe dá autonomia de horário e de trajeto, em casa?

Seu Rufino e o City Bus

Seu Rufino é o motorista da CBN.

Ele é responsável por levar os repórteres para cima e para baixo.

E nesses caminhos ele sempre nos brinda com algumas sacadas de sua sabedoria, que é uma das mais admiráveis que já tive a oportunidade de conhecer.

A última dele, no entanto, chegou até mim pela Maria Cristina. Foi sobre o City Bus.

Diz o seu Rufino que a nova "opção" do transporte coletivo da capital é como se fosse o "filhotinho" dos ônibus grandes.

E numa dessas andanças, ele observou um micro-ônibus entre dois grandes e disse:

- Lá vai o filhotinho junto com os pais. Mas do jeito que anda, esse vai morrer de barriga vazia.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Próximo desce!

Não deu (quase) ninguém no City Bus, o novo serviço de transporte coletivo de Goiânia.

Na verdade ele é seletivo, condição reforçada pela tarifa de R$ 4,50.

E é seletivo mesmo, porque esse preço faz com que o usuário queira tomá-lo apenas para usar como lan house, já que dentro dos micro-ônibus há internet sem fio.

Aliás, a "seleção" é tanta que o City Bus só pode ser lan-house para quem tem notebook.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vício

Desde julho de 2008, quando eu iniciei este blog, eu nunca havia mencionado uma linha sequer sobre um vício que eu tenho - as camisas de futebol.

Tema recorrente nas minhas conversas e saídas com a Raquel (namorada que vai pro céu tamanha paciência com as repetidas entradas em lojas para alimentar o vício, nem que seja só para ver), as camisas ganharam um destaque nessa semana.

Tenho usado uma por dia, com algumas repetições, afinal, de toda coleção tem uma ou outra que gosto mais. Mas uma em questão tem um destaque especial - a camisa do Peñarol, do Uruguai.



Essa eu comprei em Rivera, na cidade que faz fronteira com Santana do Livramento, no RS, terra de meu pai.

Na verdade ela foi um presente de minha vó, Maruca, que me dera 50 reais de presente. Na época eu estava me aproximando cada vez mais do futebol.

E foi nessa circunstância que surgiu o vício, já que decidi que dali pra frente, sempre que possível, eu iria comprar uma camisa de time (oficial, de preferência) para guardar de lembrança daquele lugar. No caso em questão, a recordação era de Rivera.

Tempos depois a coleção fugiu do propósito. Prova disso é que nunca estive na Nigéria, Suécia ou Croácia. Mas tenho um exemplar de casa país. Apesar disso, o propósito foi resgatado com as camisas do Internacional e do Independiente (Argentina), que convivem com exemplares da França e Turquia, países que eu vou conhecer um dia.

Mas esses casos são assuntos para outros posts. Um sobre a manutenção do propósito. E outro sobre o propósito que virou vício em futebol.

A Raquel que o diga.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Olho

É preciso observar mais e melhor o que (e quem) nos cerca.

Foto: Into The Wild website

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Que o Supremo... (2)

Ficou para outra hora.

Por enquanto o STF ainda não explicou porque o julgamento da obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista foi adiado.

Mais uma vez o Supremo deixa para depois.

Que o Supremo Tribunal Federal não leve a sério a fama da data de hoje

A velha "jogada" do Itumbiara


Tá no Blog do Juca e vale a pena reforçar.

Times de prefeituras...

No ano passado, surpreendentemente, o Itumbiara foi campeão goiano.

Leia abaixo e entenda como, porque, em regra, times de prefeituras são assim.

Basta investigar.

Quando era deputado federal, prefeito usou verba de gabinete para pagar jogadores de futebol. A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou Zé Gomes, prefeito de Itumbiara (GO), por desvio de dinheiro público.

José Gomes da Rocha teria usado verba de seu gabinete enquanto exercia o mandato de deputado federal pelo estado de Goiás para pagar jogadores de futebol do Itumbiara Esporte Clube, o qual presidia na época. O esquema consistia em contratar os jogadores ou as esposas deles, como assessores parlamentares a serviço do gabinete de Zé Gomes enquanto estes prestavam serviços ao clube de futebol presidido por ele. Documentos da diretoria geral da Câmara dos Deputados informam os nomes dos servidores que foram nomeados para cargos de comissão e assessoramento no gabinete e seus respectivos cônjuges.

A partir dos documentos pode-se perceber a repetição de nomes de jogadores do clube.
Outro fato que chamou atenção nos registros de funcionários da Câmara foi o endereço dos nomeados para trabalhar no gabinete do então deputado.

Todos os dez servidores residiam no mesmo endereço: um apartamento funcional destinado a deputados.O atual prefeito de Itumbiara já foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por improbidade administrativa, porém não perdeu o mandato de deputado na época e continuou com o direito de se candidatar novamente. O Ministério Público Federal pede a condenação penal de Zé Gomes, uma vez que, por serem instâncias independentes, a aplicação da Lei de Improbidade não prejudica o andamento do processo penal.A denúncia aguarda agora a apreciação do TRF-1.

Se aceita o prefeito poderá ser condenado por peculato com pena de dois a doze anos de reclusão. Assessoria de ComunicaçãoProcuradoria Regional da República da 1ª Região.

FONTE: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/prr-1-denuncia-atual-prefeito-de-itumbiara-por-desvio-de-verba-publica

Leia aqui o que conta sobre o prefeito o experiente jornalista gaúcho Lúcio Vaz, em seu livro "A Ética da Malandragem", da Geração Editorial, de 2005, em entrevista a Guillermo Rivera:

"Eu descobri que o deputado José Gomes da Rocha (atual prefeito do município goiano de Itumbiara) tinha usado a verba de gabinete para contratar sete jogadores de futebol para o Itumbiara Esporte Clube, que disputava a primeira divisão estadual.

Eu fiz a matéria, e ele foi suspenso por um mês por conta desta denúncia.

Só que, passada a suspensão, eu o encontrei no cafezinho da Câmara.

Achei que ele estava agindo de um jeito estranho ao me ver.

O deputado veio em minha direção, levantou a mão, parecendo que iria me agredir, mas, de repente, abaixou a mão para me cumprimentar. 'Muito obrigado, você garantiu a minha reeleição', disse.

Então ele explicou que as enquetes feitas nas rádios locais indicavam que 90% da população de Itumbiara aprovava o que ele havia feito.

E ele realmente foi reeleito, com 20 mil votos a mais do que na eleição anterior (José Gomes teve 35 mil votos em 1994, pelo PRN, e 55 mil votos pelo PSDB, em 1998).

Será que isso é tão normal assim?

Pelo menos parece. Mas há esperança, já que o Mineiros, que disputa o Goiano deste ano, está com dificuldades porque a Câmara Municipal vetou o "investimento" da prefeitura.


Mais detalhes sobre isso em outro post.

sábado, 21 de março de 2009

City Bus, um ônibus bem diferente

A prefeitura de Goiânia organizou o lançamento dos 65 micro-ônibus neste sábado. Eles terão ar condicionado, TV Digital e até internet sem fio. A passagem claro, custa o dobro da normal, ou seja, R$ 4,00.

Entrei num desses ônibus. Achei bacana, apesar do preço. Aí fui falar com o motorista, que trabalha na HP. Perguntei para ele se teria briga para conduzir o micro-ônibus, já que eles eram novos e com ar condicionado.

Com uma cara de desiludido, ele virou e disse: "Rapaz, aqui vai dar é briga para fugir".

Perguntei o motivo, e ele foi bastante direto: "Aqui eu ganho R$ 650 enquanto que no outro (o coletivo normal) eu recebo mil e poucos reais por mês".

É, realmente o City Bus é bem diferente. E as empresas afirmam que precisam cobrar mais porque os veículos têm um outro padrão.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Projetos de longo prazo adiados

Hoje, numa entrevista sobre o fim da Defensoria Pública Municipal, o chefe da procuradoria de assistência judiciária, Mário Gonzaga Jacó, explicou que a suspensão do atendimento se deu com a reforma administrativa da prefeitura.

Apesar do fato prejudicar pessoas de baixa renda que não podem pagar um advogado, a prefeitura agiu de acordo com a Constituição Federal, já que Defensorias Públicas são atribuições do Estado e da União.

O argumento foi bastante conveniente, já que era preciso enxugar a máquina pública municipal. Mas precisava ser na Defensoria, que foiu criada com o propósito fornecer a assistência que o Estado deveria ofertar?

O lado "positivo" dessa história toda é que mostrou que o Palácio das Esmeraldas não se preocupa muito com alguns tipos de problemas, como o da assistência judiciária a pessoas de baixa renda.

Mas o pior é saber que tanto o atual governador como os anteriores sempre deixaram o assunto de lado.

Resta saber se o projeto de Defensoria, já aprovado por Alcides Rodrigues, sairá do papel.

E tem gente que só lembra de Copa 2014.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Será que o Pateta vem (2)

A palestra Atingindo o sucesso e chegando à excelência, com Daniel Godri Júnior, que é especialista no assunto pelo Instituto Disney, de Orlando (Flórida/EUA), ocorreu no Plenário da Câmara Municipal de Goiânia.

Dos vereadores que deveriam estar no plenário, apenas alguns foram à Câmara e eles estiveram na posse da Associação Goiana dos Municípios, num auditório do prédio.

Já o Pateta...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Vista grossa


Esse é o carro que dá suporte ao vereador Negro Jobs.

Explicitamente, ele afirma que vai fiscalizar Goiânia e que está de olho. Mas o engajado vereador parece não olhar bem o que faz, já que seu carro está parado na vaga reservada à imprensa.

Espaço, alías, que o carro de reportagem da CBN Goiânia nem sempre pode ocupar, já que os guardas municipais alegam que o veículo não possui os adesivos de reportagem, muito embora eu tenha identificação de repórter e o Seu Rufino, o motorista da rádio, permaneça no carro.

Pelo visto quem está de olho às vezes faz vista grossa.

Lixo à moda antiga

Esse caminhão tem feito coleta de lixo nas ruas de Aparecida de Goiânia.

À moda antiga, ele conta com dois ou três operários, que o carregam para que depois o lixo seja encaminhado ao aterro, próximo ao Complexo Prisional

Tá que o esforço da prefeitura em manter a cidade limpa é louvável, mas as condições não podem ser tão precárias assim.

Aliás, o caminhão na foto acima estava estacionado em frente à sede da Secretaria Municipal de Aparecida. E a poucos metros da Secretaria de Regulação Urbana.

Será que o Pateta vem?



Acredito que essa palestra possa ser mais útil ao Parque Mutirama

segunda-feira, 9 de março de 2009

O buraco é mais embaixo

Será que é por isso que não há metrô em Goiânia?

Cientistas divulgam gritos do inferno

Em meados de dezembro de 1989, um grupo de geólogos russos, fizeram um poço de 14.000 metros de profundidade na Sibéria; e eles afirmam terem ouvido lamentações que vinham do centro da terra, pedindo água e misericórdia. Segundo estes cientistas após ter perfurado vários Km. os equipamentos começaram a funcionar descontroladamente, dando a impressão que o centro da terra é oco.

A notícia se espalhou pelo mundo. Um jornal da Finlândia publicou a matéria, com relatos dos operários e estudiosos que ouviram a fita. Um deles, o Dr. Azzacove declarou o seguinte:

“Como um comunista eu não acredito em céu ou na Bíblia mas, como um cientista eu acredito agora no inferno. Desnecessário dizer que ficamos chocados ao fazer tal descoberta. Mas nós sabemos o que nós vimos e nós sabemos o que nós ouvimos. E estamos absolutamente convencidos que nós perfuramos pelos portões do inferno!

A perfuratriz, de repente, começou a girar velozmente indicando que tínhamos chegado a um grande bolsão vazio ou uma caverna. O sensor térmico mostrou um aumento dramático da temperatura para 2,000 graus Fahrenheit.

Nós abaixamos um microfone, projetado para descobrir os sons de movimentos tectônicos abaixo da galeria. Mas em vez de movimentos de placas nós ouvimos uma voz humana, gritando de dor! No princípio pensamos que o som estava vindo do nosso próprio equipamento. Mas quando nós fizemos ajustes nos equipamentos, nossas piores suspeitas foram confirmadas.

Os gritos não eram de um único humano, eles eram gritos de milhões de humanos! A essas alturas suspendemos a operação e ocultamos o buraco. Era evidente que havíamos descoberto algo que sobre passava a compreensão. Havíamos visto e escutado coisas que nunca foram vistas nem escutadas. Os oficiais russos se negaram a comentar este informe, esperando a crítica das fitas e a realização final das investigações neste mesmo ano.”

O curioso é que a Exxon não escutou nada na Rússia e apenas achou óleo.

Acho que isso geraria debates seríssimos sobre a viabilidade ou não do metrô aqui em Goiânia.

PS.: Será que alguém já ouviu o From Hell sobre esse assunto?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Chicó e Jamal se conheceram?


Definitivamente não. Mas o protagonista de Quem quer ser um milionário? tem a mesma forma de contar histórias que o amigo de João Grilo.

A diferença é que no vencedor do Oscar, as histórias contadas para responder as perguntas feitas ao personagem parecem mais reais e têm uma sequência lógica. Ou seja, tem um roteiro bem amarrado.

Aliás, esse é o único o ponto forte do filme de Danny Boyle e que talvez tenha sensibilizado os "jurados" da academia.

No mais, Quem quer ser um milionário? é recheado de clichês e tem uma história digna de sessão da tarde, com alguns lances engraçados e uma proposta "moralizante" (entre aspas mesmo, para não dizer melodramática de cara), recheada de visões sobre a Índia.

Algo bastante parecido com o Auto da Compadecida, que apesar da visão cômica faz questão de trazer no roteiro visões de Ariano Suassuna e Guel Arraes sobre miséria, corrupção, traições, traquinagens. A diferença é que a tônica do humor prevalece no Auto, bem diferente do "drama" vivido por Jamal.

Mesmo assim, é possível ficar com a sensação de que Chicó e Jamal se conheceram.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Alegrias de domingo


E o Inter derrotou o Grêmio.

2 a 1, lá em Erechim. Em Porto Alegre seria melhor. Mas Gre-Nal é Gre-Nal...

Detalhe. Dessa vez não teve a superstição citada no post abaixo. Dessa forma, acredito que a crença evoluiu e que terei que "trocar de camisa".
Mas de qualquer forma ela sempre estará às mãos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Minha superstição com futebol

Em 2006 eu assisti a todos os jogos do Internacional na Copa Libertadores com uma camisa vermelha, da Adidas.

Ela era de 1999 e tem o número 8, o mesmo que Dunga usou. A camisa é a mesma que ele usou para encerrar a carreira no Beira Rio.

Coincidência ou não, no dia em que assisti aos jogos sem a preciosa, o Inter teve dificuldades. Perdeu por 2 a 1 para a LDU, nas quartas.

Depois disso achei por bem estar com ela sempre por perto. Na final do Mundial, contra o Barcelona, vesti a camisa assim que acordei. E deu certo.

Na Sulamericana do ano passado eu achei que isso era bobagem. E dá-lhe sufoco. Mas depois que a camisa 8 foi vestida novamente, Nilmar apareceu na hora certa.

Enfim, na dúvida... He he he

Foto: Site do Internacional

Gostei. E concordo

Tá no Uol deste sábado/domingo.
Esqueça a psicologia pop no futebol - traga de volta a superstição

Simon Kuper

"Se tudo mais falhar, tente o vodu", é uma regra ensinada nas escolas de administração e negócios mais progressistas. Agora ela chegou aos torcedores de futebol mexicanos. Na próxima quarta-feira, o México jogará uma partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo nos Estados Unidos, onde não vence há 10 anos. Assim, um jornal mexicano imprimiu cupons, que os fãs poderiam recortar e trocar nas lojas Radio Shack por bonecos de vodu dos jogadores americanos. As propagandas do jornal mostravam alfinetes sendo espetados em um triste boneco. Mas então a Radio Shack ficou embaraçada e desistiu da promoção.

É uma pena. A superstição está desaparecendo do esporte. Ela vem sendo substituída nos vestiários americanos pela oração, com resultados conflitantes, e em todos os demais lugares pela psicologia pop, enquanto no futebol inglês todas as derrotas são agora atribuídas a decisões insanas de arbitragem. Gennaro Gattuso, o jogador de futebol italiano que supostamente se prepara para as partidas lendo Dostoiévski no banheiro, é um raro esportista moderno que mantém o ritual primitivo. Nós precisamos buscar inspiração nos anos 70, a década que foi o auge da superstição no esporte. Aqui, como um serviço gratuito ao México e outros times perdedores, estão as superstições que tornaram grandes os grandes jogadores.

Johan Cruyff. O maior jogador da Holanda era dependente de uma série de rituais obsessivos antes dos jogos. Durante sua época no Ajax, eles incluíam dar tapas na barriga do goleiro Gert Bals e cuspir sua goma de mascar no campo oposto antes do pontapé inicial. Quando Cruyff esqueceu a goma de mascar na final da Liga dos Campeões de 1969, o Ajax perdeu por 4 a 1 para o Milan.

Estranhamente, quando pedi um conselho sobre superstição para Cruyff décadas depois, ele disse que o mais importante era os jogadores não acreditarem nela. "Você precisa se certificar de que não tenha influência", ele ensinou. "Se você achar que ele está agindo um pouco estranho, e ele disser, 'Sim, porque sempre levanto da cama pelo lado esquerdo e hoje levantei pelo direito', você tem que dizer: 'Rapaz, isso não tem influência'. Se influenciar, você poderá deixar de jogar na próxima partida."A negação de Cruyff mostra o embaraço que agora está associado à superstição. Os rituais sobreviventes praticamente se tornaram secretos.

França em 1998. O goleiro é o equivalente do futebol ao salvador. Este provavelmente é o motivo para seu corpo às vezes ser tratado como um ícone primitivo, com os suplicantes o tocando em busca de sorte. Os rituais franceses na Copa do Mundo de 1998 incluíam sempre ocupar os mesmos assentos no ônibus da seleção, ouvir ao sucesso de Gloria Gaynor dos anos 70, "I Will Survive" no vestiário (talvez não cientes de que é um hino gay), o beijo climático que o zagueiro Laurent Blanc dava na cabeça careca do goleiro Fabien Barthez antes do pontapé inicial. A França conquistou a Copa do Mundo.

Holanda em 1974. O que é bom a respeito da cabeça do goleiro é que é difícil de esquecer. Pena que o mesmo não possa ser dito sobre a fita cassete que a ótima seleção holandesa de Cruyff tocava durante a Copa do Mundo de 1974. No ônibus da equipe antes de cada partida, os jogadores cantavam juntos a uma fita dos The Cats, um grupo pop atualmente esquecido de uma aldeia pesqueira holandesa. A Holanda arrebentou durante todo o torneio. Mas no dia da final da Copa, ninguém conseguia encontrar a fita cassete. Em vez disso os holandeses escutaram "Sorrow" (pesar) de David Bowie, e perderam.

Bobby Moore. O capitão da Inglaterra dos anos 60 e 70 precisava ser a última pessoa no vestiário a vestir seu calção antes do pontapé inicial. Em 1981, o zoólogo Desmond Morris escreveu em "The Soccer Tribe", um dos primeiros livros a levar o futebol a sério: "O companheiro de equipe de Moore, Martin Peters, ficou fascinado pela forma como ele ficava perambulando segurando o calção, aguardando para que todos os demais terminassem de se vestir". Peter fazia que ia urinar enquanto esperava Moore vestir seu calção, e então tirava o seu. Moore respondia tirando seu calção e aguardava até que Peters vestisse o seu de novo. Esta brincadeira não tinha um fim lógico e pode explicar por que a sorte da Inglaterra ruiu nos anos 70.

Bjorn Borg. O maior jogador de tênis dos anos 70 venceu cinco vezes Wimbledon ao aderir a uma série de rituais como os de Cruyff. "Na noite anterior ao seu jogo de estréia", escreveu Tim Adams em seu quase perfeito "On Being John McEnroe", Borg e seu técnico "pegavam suas raquetes Donnay e, por cerca de duas horas, testavam sua tensão gentilmente as dedilhando juntos e escutando o som que faziam. Cada raquete era então disposta no chão de acordo com sua afinação musical relativa". Elas assim ficavam no quarto de hotel de Borg até o dia da partida. O sueco tinha muitos rituais ridículos -e eles funcionavam.

Pelé. Certa vez o grande brasileiro deu uma de suas camisas para um torcedor, "apenas para descobrir que seu futebol piorou em seguida", como escreve Desmond Morris. Então Pelé fez com que um amigo rastreasse o torcedor e pegasse a camisa de volta. Uma semana depois, seu amigo entregou a camisa de volta para Pelé. O futebol do jogador voltou imediatamente. Morris conclui: "Seu amigo foi cuidadoso em não lhe dizer que a busca tinha sido fútil e que ele simplesmente devolveu ao astro a camisa com que perdeu miseravelmente na semana anterior". Mesmo assim, parece ter funcionado para Pelé.


Tradução: George El Khouri Andolfato

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Esperança no Caso Celobar

Jorge Torres Azevedo é viúvo de Rejane Lapolli Azevedo. Ela foi a primeira vítima do Celobar em Goiânia.

Na última sexta-feira, ele me deu uma entevista para saber avaliar a condenação dos responsáveis pelo Enila, laboratório fabricante do contraste.
A conversa durou pouco mais de uma hora. A pauta, para a CBN Goiânia, era simples. Mas queria que ele falasse. Minha pretensão era de tentar algo um pouco diferente do que os colegas de TV e impresso já haviam feito.

Lá pelas tantas, depois da entrevista descontraída, foi a vez da luz vermelha do gravador, para começarmos a registrar a sonora para a matéria de rádio.

Depois de algumas acusações de corrupção, ele citou que achava a indenização viável, já que o Enila, segundo Jorge, teria sido adquirido pelo Glaxo Smithkline.

Ele argumentou que havia documentos com logomarcas dos dois laboratórios e que alguns acertos trabalhistas do Enila, de maio de 2003, foram pagos pelo Glaxo.

Confesso ter colocado pouca fé na matéria. A declaração polêmica de Jorge poderia cair em descrédito. Mas fiquei supreso hoje.

A CBN Rio fez uma matéria, do repórter Elson Liper, que informava sobre a possibilidade do Enila ser usado como uma subsidiária do Glaxo. A Justiça do Rio fez uma audiência pública para ouvir as partes para apurar o caso.

Cautelosa, a vara empresarial do Rio afirmou que é cedo para se concluir que houve uma associação entre os dois laboratórios.

O fato é que a matéria rendeu. E pode dar uma esperança a Jorge e aos outros familiares das vítimas do Celobar.

Boa notícia em meio a tantas ruins.
Foto: Wagnas Cabral / Jornal O Popular

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Planejamento legal


A Operação Legalidade teve alguns vícios, é verdade. Espetáculo da PM, sirenes e revistas foram constantes nos últimos dias e muita gente chiou no começo.

Mas com o passar dos trabalhos, a ação dos policiais agradou. Passou uma sensação de atuação do Estado. Entretanto, outros significados (maiores) vieram.

O primeiro deles foi um duro golpe na prefeitura, que precisou do trabalho policial para constatar que de 1200 estabelecimentos, 600 estavam irregulares e foram"fechados". Apesar de não ter competência para interditar um comércio com pendências, a PM acabou mostrando que há problemas no comércio de Goiânia e que eles são mais sérios do que a mera arrecadação de impostos. Afinal, é fato que as ações localizaram crimes como tráfico de drogas e porte irregular de arma por menores.

Outra situação da Operação Legalidade criou foi a do embaraço político. Primeiro com a secretária de desenvolvimento econômico, Neyde Aparecida. Nem bem inteirou um mês na pasta e ela já se viu tendo que explicar problemas que ela nem conhecia, o que demonstrou que o desenvolvimento econômico municipal é tratado com mais política do que deve, sem ações que se preocupem com um desenvolvimento sustentável, sem operações legalidade permanentes.

Com isso, a prefeitura acabou ganhando uma lição do Estado, que mesmo assim não está isento, já que pecou pela pressa, a mesma que não viu a gafe ao deixar de chamar o município e que também apresentou dois acusados de latrocínio sem checar detalhes óbvios, como relato de testemunhas e evidências de um assalto/crime passional..

No final, o que se espera é que uma grande lição tenha sido aprendida. A de que o poder público deve fazer política para a sociedade, ou seja, planejar metas e ações de governo em benefício da população e não atuar como o Príncipe, que vive maquiavélicamente a justificar seus meios para nobres fins.

Em resumo, planejamento e inteligência faltaram ao poder público.

Foto: Assessoria de Comunicação / SSP-GO

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Aperto

Ficar, literalmente, nas mãos de outra pessoa é meio angustiante.

Que tudo corra bem nesta sexta-feira, afinal quero parar de roncar quando deito de costas.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Campeã e mãe ao mesmo tempo - Aliança FC

Em casa, era hora de curtir a menina. Além dos familiares, visitas de fora. “Aqui em casa tava lotado. Quase todas as meninas do Aliança vieram”. A saudade da bola, lógico, apareceu. Mas só em 2007 ela pôde vestir o uniforme. E foi no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino que Patrícia percebeu o peso das mudanças. Numa partida contra o Caxias, ela teve que sair de campo. Paola chorava e foi preciso 15 minutos de peito para acalmá-la. Depois, Luiz Cezar ficou com a criança e Patrícia correu para ajudar o time. Mas não dava mais tempo. O placar terminou 11 a 0 para o Caxias.

Com o tempo, Paola cresceu e Patrícia já não precisava desfalcar o time para amamentar a filha. A preocupação está apenas nos estudos e no futuro da criança, além, é claro, do futebol. As duas só se separam na hora do jogo, como no empate por 3 a 3 que deu o título de campeão estadual de futebol feminino ao Aliança, em junho de 2008. Na hora de receber a taça, a capitã fez questão de equilibrar filha e troféu no colo. Depois elas foram para casa guardar mais uma medalha no quarto que dividem, com um berço rosa ao lado da cama de solteira, num belo exemplo de como o clube se tornou uma família. Bem maior do que a que mora na casa do Gentil Meirelles.

Lua

A imagem ao lado é um registro do computador.

Pode até soar trivial, mas para quem saiu na janela ou deu uma volta na rua olhado um pouco para cima viu uma Lua cheíssima, quase transbordando.

Foi uma das mais fortes que ja vi.

Por essa razão achei que valia o registro.

Pena que meu celular não teve condições de captar tudo o que merecia ser fotografado.
Mas o fato é que dava até para ler alguma coisa com essa Lua.

11 dias de 2009

Apesar de eu não estar de férias (definitivamente não), o blog andou parado.

Eu sequer coloquei algo sobre Natal e Ano Novo.

Por isso deixo aqui meu Feliz Natal e um ótimo 2009 de Rubinho (atrasado) para quem passa por aqui.