sábado, 20 de dezembro de 2008

Não tão fácil quanto parece - Aliança FC

Lá, no entanto, as promessas não foram tão condizentes com a realidade. Morando em uma república, Patrícia e Mar Selly viviam de treinar e estudar. Só que a alimentação era basicamente ovo, arroz e feijão. “Não comia carne”, diz aos risos, hoje. Mesmo com a alimentação desequilibrada, ela garante que chegou aos 64 quilos de massa muscular, depois de muito esforço físico nos treinos, que lhe renderam um estiramento na coxa direita.

Foi preciso ficar um mês de molho. Patrícia então veio para Goiânia. A família, preocupada, aconselhava a filha a retornar, a buscar atividades seguras. Mas o idealismo da zagueira, na defensiva, a fez voltar. No retorno, uma infeliz coincidência. Em 2004 o time, foi desfeito. Com uma crise financeira, os salários dos funcionários não foram mais pagos e o clube acabou fechando as portas.

De volta a Goiânia, o apoio da família e do Aliança foram fundamentais. Patrícia recorda que Luiz Cezar ficou um pouco chateado com a maneira como ela trocou de cores. “Ele achava que a gente tinha abandonado o time, mas depois viu que precisava da gente. Na verdade ele quis, no bom sentido, que a gente quebrasse a cara”, lembra a jogadora, que hoje reconhece o pressentimento dos pais. “Eles diziam que estava fácil demais”.

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