sábado, 20 de dezembro de 2008

Muitas voltas em pouco tempo - Aliança FC

O empenho e a “raça”, com uma coincidência muito inesperada levaram a zagueira goiana ao auge de sua trajetória no esporte. O técnico Paulo Gonçalves, que era de Goiânia, comandava a seleção brasileira de futebol feminino. E para acertar o time que iria às Olimpíadas de Sydney, em 2000, ele convocou jogadoras de vários estados. Um delas foi Patrícia. A convocação foi informada por Luiz Cezar, na escola da jogadora. Difícil foi segurar a euforia. “Eu queria contar, mas não podia, já que não era certeza que a gente ia treinar em Teresópolis. Só que eu ligava para as minhas amigas e perguntava se elas estavam bem. Aí elas perceberam que tinha algo”, recorda Patrícia, que depois embarcou pela primeira vez em um avião e foi para na Granja Comary, onde fez jogos-treinos com times de base do Flamengo e Vasco.

A estada no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Futebol durou um mês, que foram bem aproveitados até surgir uma lesão no tornozelo. Um acidente de trabalho, mas que a tirou do time.

De volta a Goiânia, era preciso retornar ao cotidiano, que misturava futebol, aulas e a ajuda no comércio da família. No supermercado Oriente, que hoje é um dos poucos que vende secos e molhados, como informa a mensagem do muro, Patrícia volta a ser a filha de Manoel Pereira dos Santos e Teresa Alves dos Santos, ajudando-os nas entregas da panificadora. Para isso ela levanta às quatro da manha, para que no máximo até 6h20 o pão esteja pronto e possa ser entregue em outros estabelecimentos. Depois o tempo era dividido entre o estudo e o futebol.

Até que um dia o Juventude, de São José do Rio Preto, convidou Patrícia e a colega, Mar Selly, para jogar em campos paulistas. A proposta era irrecusável. Jogar numa equipe estruturada e com uma bolsa na faculdade de Educação Física da Unirp a levou, em 2003, junto com a amiga, para a aventura fora de Goiânia.

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