segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De volta (de verdade)

Hoje de manhã eu fui ao Jardim Curitiba I para visitar o Conselho Tutelar da Região Noroeste. Depois de circular pelas ruas de Goiânia para informar sobre o trânsito da capital, cheguei ao local da pauta.

Fui informado de que havia um protesto da população, mas ao chegar lá vi que alguns estudantes estavam no prédio do conselho para dar um abraço simbólico no local.

O motivo: a falta de estrutura para que os conselheiros tutelares pudessem atender a região.

Segundo o presidente Pedro Carlos Dias Silva, eles não têm carro e dividem um espaço com um posto de atendimento do Banco do Povo. Depois, ele se queixou da qualidade do local.

Uns passos e alguma curiosidade depois, vi que realmente o espaço é dividido com o órgão de fomento da economia municipal, bem diferente do que a Secretaria de Assistência Social insistia em repetir para convencer os ouvintes da CBN.

Na entrevista, a secretaria atacou o trabalho dos conselheiros e os acusou de falta de capacidade. Infelizmente nesse aspecto eu não pude fazer checagem (neste dia, segunda), mas tendo a acreditar que sem carro e apoio de profissionais capacitados, fica complicado trabalhar lá.

Mas muitas vezes imagino que problemas desse tipo são culpa da própria população. Explico. Pelo que vi do "protesto", não havia mais nenhum outro morador do bairro ou da região. Curiosamente, a secretaria alega que já recebeu denúncias de "maus trabalhos" dos conselheiros.

Ora, se eles foram eleitos pela comunidade, porque não há uma fiscalização com relação ao trabalho no Conselho? E mais: se quem está ali foi votado pelos moradores, porque todos (votados e votantes) não fizeram um abraço maior para cobrar a prefeitura?

Nessas horas vejo que o jornalismo de declaração ainda tende a iludir muita gente. Ainda bem que a checagem foi feita. Reconheço que foi pouco, mas serviu para mostrar que a Secretaria de Assistência Social tentava ludibriar ouvintes. E também foi útil para dar um exemplo de que a população às vezes não usa o poder que tem.

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