quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Na China, tudo pode ser adaptado

O texto abaixo é do Blog do Birner e foi traduzido pelo ótimo Xico Malta

Liu Yan, a bailarina vítima da cerimônia de abertura

Le Monde
Tradução: Xico Malta

Um trágico acidente ocorreu no dia 27 de julho, porém sem nenhuma divulgação nesses últimos dias. Liu Yan, bailarina clássica de 26 anos, conhecida do público chinês, caiu de uma altura de 3 metros durante o ensaio da cerimônia de abertura, quando estava saltando de um rolo de papel virtual em direção a uma plataforma móvel na coreografia da Rota da Seda.

Uma diferença de um segundo entre as duas bases fez com que ela perdesse o equilíbrio.

Os médicos que operaram a bailarina por seis horas, não conseguiram recuperar os nervos de sua coluna.

Liu Yan está com paralisia nas duas pernas.

Por que festejar?

A notícia publicada no dia 8 de agosto, em um jornal local, o de Yangtse, com a foto da jovem bailarina mostrando o “V” da vitória em sua cama de hospital, está fazendo enorme alvoroço nos blogs.

O cineasta Zhang Yimou, mestre da cerimônia de abertura, considerado por muitos a versão moderna de Leni Riefensthal, é acusado de ter sacrificado vários artistas no altar de uma grandiosa mise em scène.

Os comentários nos blogs criticam a essência da cerimônia: “o palco estava vazio e cheio ao mesmo tempo, pois nossos governantes preferem acumular grandes massas em vez de utilizar a emoção como princípio básico de um espetáculo”.

“Quiseram transformar esta cerimônia no espetáculo mais caro do mundo, com o objetivo de surpreender o ocidente e o mundo inteiro. Mas num país onde a metade da população não tem a garantia de ter uma moradia, nem seguridade social, nem educação, por que festejar?” desabafou o blogueiro Songlin.

Um comentário:

renato disse...

e por falar em adaptações....

que tal a jovenzinha que foi barrada na cerimônia de abertura porque era "feia"? e foi dublada por uma mais "bonita"???