quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Lidando com a frustração - Aliança FC

Um caso exemplar dessa cautela é a frustração com o campo do Aliança. O time não possui um local próprio em que se possa treinar e mandar jogos sem depender de favores. Sem rodeios, Luiz garante que se seu clube tivesse uma área própria, o futebol feminino goiano seria outro. Mas lidar com desapontamentos faz parte da vida. “No futebol como na vida, nada pior do que bolas na trave. Porque isso significa uma atração fatal pela frustração e pela impotência”, ensinou Roberto Damatta. Por isso, Luiz é enfático ao negar o envolvimento inconseqüente com o clube. “Não posso vender o que tenho para comprar um campo”, alega o treinador, que ainda assim gastou, só no primeiro semestre de 2008, R$ 8,8 mil com despesas de arbitragem, material esportivo e viagens do time.

Mesmo assim, os gastos e os apertos não fizeram Luiz, um católico fiel em São Benedito, cair em tentação pelas promessas fáceis de melhorar seu clube. O Aliança, já recusou proposta para invadir área pública para depois ser ajudado por uso capião. “A lei protege, mas não é bom”. Com essa certeza é possível fugir da dívida de favores e preservar a independência e o principal: a credibilidade. “Não posso correr o risco de ser enxotado de um lugar. Eu tenho um nome a zelar”, diz com o dirigente, com voz firme, típica de um palestrante, só que na cozinha de casa.

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