segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dona Dirce e meu estágio no MP/GO

São mais de 3 horas da manhã. Depois da meia noite, minha obsessividade me indicou que eu estava oficialmente de férias. Bebi uma lata de cerveja e matei o resto de uma garrafa de vinho, tamanha a alegria.

E solitário, já que não pude sair com a Raquel, disparei a navegar na Internet. Clica daqui, atualiza o blog dali, parei no site do Texto Vivo, endereço que a Academia Brasileira de Jornalismo Literário mantém para divulgar suas atividades e a produção das turmas de especialização de Jornalismo Literário.

Hoje, resolvi explorar o endereço. Talvez por estar oficialmente de férias. Até que encontrei o texto da Ana. A Ana Cristina, assessora de imprensa do Ministério Público do Estado de Goiás.

Ela trabalha lá há não sei quantos anos. Mas um em um - 2005 - fui estágiário dela. E da Taís (Hirschmann, a gremista), e do João Sérgio, que batia as fotos, e da Cris (tiani, que foi ao show do Fábio Júnior - desculpa, chefa). Teve a Majô também. Mas ela não durou. E tinha o PGJ, o doutor Saulo, cuja prova do primeiro Jornal do MP eu risquei todinha. Com uma caneta vermelha, apontei erros de diagramação e português. O problema é que era na prova da gráfica, a versão final do procurador, que aprovaria ou não a impressão do jornal. E ele acabou recebendo um papel todo remendado de liquid paper. Um horror, que tirou a gremista do sério.

Nesse mesmo dia, na sala onde Taís se desesperava com o corretivo na mão, trabalhava uma senhora. Loira, dos cabelos curtos. Lembrava minha vó, Lurdinha. O nome dela era a Dirce. Ou Dona Dirce, como a chamo até hoje. Torcedora do Goiás, vez por outra a gente se provocava em dia de derrota do time dela ou em caso de vitória do Vila Nova, maior rival dos esmeraldinos, mas que servia de pretexto para provocar (carinhosamente) a dona Dirce.

Nessa história toda, muito resumida, eu me lembrei depois de ler um texto no site da ABJL. Lá, encontrei uma história que a Ana (Cristina) escreveu e que, de tão boa, foi escolhida para figurar na página.

Para lê-la, basta clicar aqui.

Vou confessar uma coisa: Como convivi com Dona Dirce, não sei porque não chorei. Mas é certo que vou aproveitar minhas férias para visitá-la, la no MP, onde espero reencontrar todos.

E quero dar um abraço na nela, que entre outras coisas, comemorou o meu aniversário com a turma toda da assessoria. E que também me disse que a Rosilda, lá da copa, fazia um café super gostoso.

Isso disparou meu vício no café. Mas talvez elas nem saibam direito.

2 comentários:

Mariana disse...

Thiago sua descrição foi mais que de um Jornalista Literário, foi de quem viveu e amou muito os 6 meses que trabalhou, brincou, aprendeu e se divertiu muito no MP, assim como eu, posteriormente à você.
A Dona Dirce é uma figura, um amor. A Taís, realmente ficava vermelha de tão irritada, e o café da Rosilda... ahh esse cheirava até o primeiro andar se misturando com os dos pães de queijo da lanchonete. Café esse que eu morria com o cheiro, já que não podia tomar por ter gastrite. Mas um dia eu tomei, e é muito bom!!!
Ahh e quanto a prova do jornal, eu não cheguei a rabiscá-la pois foi a primeira coisa que a Taís e a Cris me alertaram para não fazer, contando às risadas o seu erro passado.
Foi muito bom lembrar disso tudo, de pessoas tão especiais, como são todas elas!!!

Mariana Clímaco

Tiago Bênia disse...

Eu ri bastante aqui lembrando disso tudo. E ainda bem que dá para ter contato com todas essas lembranças.

Um abraço e valeu pela visita