sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Desabafo - Aliança FC

E essa preocupação vira um alerta até para as próprias amizades. Com muitos amigos na política, ele sabe que poderia ter realizado o sonho de ter um campo de 100 por 70 metros, com um vestiariozinho. Mas ele sabe que os “amigos” só lembram-se dele em época de eleição. “Não vou ser cabresto de ninguém”, afirma o direto treinador, que apesar de aparentar, não é um sujeito que não saiba ter jogo de cintura. “Reconheço o que fazem por mim. Se me tratam bem, trato bem. E ainda me dizem que sou puxa saco, sabia?”, indaga Luiz, ao mesmo tempo em que arrumava, mais uma vez, a já alinhada toalha de mesa.

Outro ponto em que há o cuidado é no trato com as jogadoras. Sem nenhuma vergonha, ele assume que dá preferência às meninas que crescem dentro do clube. Afinal, são elas que fazem do Aliança um time vencedor. “Gosto de dar moral para as pequenas que sobem, que são criadas dentro do Aliança”, afirma Luiz, que não dá ponto sem nó. “Categoria de base é bom porque a menina leva pai, irmão, tio... surgem torcedores. E família estando junto é mais saudável”, atesta Luiz.

Mas Patrícia, a esposa, lembra que o amadorismo, apesar de romântico e utópico em alguns momentos, é uma condição de risco. “A gente perde demais não sendo profissional. Trabalha a menina e quando chega no juvenil, no adulto, no auge, ela recebe proposta e sai. Tudo se perde e não tem como segurar”, lamenta a ex-presidente e parceira fiel de Luiz, que com a maior abertura do mundo, diz que a falta de ética entre dirigentes e outros clubes embaraça o esporte amador, especialmente o futebol feminino.

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